10 dicas para instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica ( Parte CC )

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10 dicas para instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica ( Parte CC )

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” bg_image_animation=”none”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_link_target=”_self” column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_width_inherit=”default” tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid” bg_image_animation=”none”][vc_column_text]Nesse primeiro artigo de boas práticas vamos compartilhar 10 dicas sobre instalações fotovoltaicas, serão abordadas informações pertinentes principalmente ao lado CC do sistema, mas algumas destas valem também para o lado CA. Essas são dicas valiosas que muitas vezes são desconhecidas ou negligenciadas por parte das equipes de instalação. Então prepare papel e caneta e mãos-a-obra:

1. Na hora de receber o produto conferir a integridade das caixas, caso encontre algum problema recuse a mercadoria danificada e informe o fornecedor imediatamente, antes mesmo de dispensar a transportadora responsável. Muitas transportadoras aceitam observações sobre o recebimento no canhoto das notas, com isso é possível receber parte da mercadoria que não foi danificada e devolver aquilo que chegou com defeito. Se nenhuma notificação for feita no momento do recebimento fica entendido que qualquer dano posteriormente encontrado é de responsabilidade do recebedor. Filmar o recebimento também é uma segurança a mais para aquele que recebe, o famoso “Unboxing”.

2. Outro ponto importante no recebimento é a verificação do número de volumes recebidos, faça sempre um checklist daquilo que você comprou e espera receber. Muitas vezes é infactível verificar item por item devido a grande quantidade destes em um sistema fotovoltaico, mas, normalmente, os fornecedores disponibilizam alguma forma de verificar o conteúdo dos volumes, que são agrupamentos de itens, seja por meio de uma lista ou através de etiquetas de identificação. Verifique a forma utilizada com seu fornecedor e se a quantidade de volumes informada na nota fiscal bate com a quantidade de volumes recebida.

3. O manuseio dos módulos deve ser feito sempre com o auxílio de ao menos duas pessoas e em hipótese alguma deve-se utilizar a cabeça para apoiar o módulo.

4. Não empilhe os módulos na horizontal, principalmente se forem grandes quantidades. Os módulos não foram projetados para suportar muito peso sobre sua superfície. Quando os módulos forem despaletizados, estes devem ser acomodados na vertical e com uma leve inclinação.

Figura 1 – Forma incorreta de empilhar os módulos

Figura 2 – Forma correta de empilhar os módulos

5. Fixe os módulos conforme manual. O manual de cada módulo mostra quais são os locais em que os fixadores devem ser colocados para uma melhor distribuição das forças que são exercidas sobre os painéis. Além disso, o fabricante também indica qual é o torque mínimo necessário para os fixadores de pressão. Aplicar torque demais pode causar danos a moldura de alumínio e ao vidro logo abaixo desta.

 

Figura 3 – Regiões ideais para os grampos fixadores

6. Não suba ou pise na superfície do módulo. Andar sobre os módulos causará microfissuras em suas células. As microfissuras interrompem o fluxo normal de corrente na célula reduzindo a geração do módulo e também causando um ponto quente na região da fissura. Consequentemente, o ponto quente degrada a vida útil do painel e pode causar a delaminação das células e incêndios.

Figura 4 – Módulo com microfissuras

 

7. Utilize em todas as conexões terminais adequados e crimpados com o auxílio das ferramentas indicadas pelo fabricante do terminal. A fim de evitar a incompatibilidade entre os conectores é recomendado, sempre que possível, utilizar em uma conexão a mesma marca de conectores tipo MC4. Conexões mal feitas ou crimpadas com ferramentas inadequadas geram um grande risco para a instalação, pois a resistência da conexão aumenta resultando em um ponto quente que a longo prazo pode ser responsável por causar um incêndio, e consequentemente danos à propriedade e à vida. Além disso, não se deve utilizar solda para fixação dos terminais conforme o item 6.2.8.10 da norma ABNT NBR 5410.

Dica da dica: Os inversores que utilizam conectores tipo MC4 para suas conexões CC sempre trazem os pares adequados para as conexões, dê preferência a estes antes de qualquer outro tipo de conector.

 

8. Comissione o sistema – Antes de ligar o sistema é sugerido seguir os ensaios e testes abordados na norma de comissionamento de Sistemas Fotovoltaicos ABNT NBR 16274 e documentar os valores obtidos a fim de verificação de conformidade e comparação em uma futura manutenção do sistema. Testes indispensáveis:

    1. Verificação da polaridade das Strings
    2. Verificação da tensão de circuito aberto
    3. Verificação da corrente de curto circuito

 

9. Conferir se o inversor possui DPS’s, chaves seccionadoras e, se necessários, fusíveis, conforme ABNT NBR 16690. Nos casos em que o equipamento não possua as proteções integradas, deve-se providenciar a adição da proteção externa (String Box). É recomendado que as proteções externas fiquem em um quadro localizado na lateral dos inversores e nunca embaixo. Dessa forma, em caso de incêndio no quadro, a chama não atingirá os inversores.

 

10. Identifique os cabos dos arranjos com fitas coloridas ou abraçadeiras. Isso impede que haja confusão na montagem e erros na conexão dos cabos no inversor. Não esquecer também de colocar placas com avisos claros de risco de choque elétrico onde somente as pessoas capacitadas podem manusear o equipamento.

Essas são as 10 dicas de hoje. No próximo artigo sobre boas práticas traremos mais dicas voltadas para a parte CA das instalações, fique ligado!

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Se você tem alguma sugestão, dúvida ou correção fique a vontade para nos contactar através do e-mail: suporte@fotusenergia.com.br.

Autores:

Antônio Drago – Graduando em Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Espirito Santo.

Artur K. Coelho – Engenheiro Eletricista e responsável pelo Suporte Técnico na Fotus Energia Solar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]