10 Dicas para instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica (Parte CA)

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10 Dicas para instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica (Parte CA)

[vc_row type=”in_container” full_screen_row_position=”middle” scene_position=”center” text_color=”dark” text_align=”left” overlay_strength=”0.3″ shape_divider_position=”bottom” bg_image_animation=”none”][vc_column column_padding=”no-extra-padding” column_padding_position=”all” background_color_opacity=”1″ background_hover_color_opacity=”1″ column_link_target=”_self” column_shadow=”none” column_border_radius=”none” width=”1/1″ tablet_width_inherit=”default” tablet_text_alignment=”default” phone_text_alignment=”default” column_border_width=”none” column_border_style=”solid” bg_image_animation=”none”][vc_column_text]

Nessa continuação do artigo da semana passada, vamos falar um pouco sobre boas práticas de projeto e instalação de sistemas fotovoltaicos (SFVs) do lado CA. Aqueles procedimentos que muitas vezes você não se atenta, mas que faz toda a diferença para a segurança e confiabilidade do sistema, das pessoas e que agregam valor ao seu trabalho.

 

1. Conheça a instalação na qual o sistema fotovoltaico será projetado e instalado. Ou seja, antes de iniciar a execução do sistema dimensionado, é necessário inspecionar toda a instalação elétrica do local a fim de procurar qualquer tipo de irregularidade que possa comprometer o bom funcionamento do projeto que será instalado no local.

 

2. Fique atento ao DPS do tipo I disponível na instalação elétrica do local. O DPS do tipo I é indispensável na entrada do padrão de rede e sua instalação é de competência da concessionária responsável pela área de concessão. Entretanto, é sempre um bom costume verificar a existência desse DPS e, caso não tenha, é importante instalar um para manter a integridade e proteção do sistema. No blog da Fotus existe um artigo explicativo de como realizar a coordenação de DPSs de forma segura e correta: https://fotusenergia.com.br/blog/2020/07/08/aplicacao-e-coordenacao-de-dpss/.

 

 

3. Dimensione corretamente os disjuntores para melhor segurança e funcionamento do sistema. Sempre é importante ler o manual do inversor, pois o fabricante sugere qual o disjuntor necessário para manter a integridade do produto. Para os casos em que exista mais de um inversor na instalação ou que o valor sugerido no manual pareça insuficiente deve-se calcular a capacidade do disjuntor, levando em consideração os fatores de ajuste de corrente (ABNT NBR 5410). Outro ponto a ser observado é a temperatura de funcionamento do disjuntor, já que sofrem uma desclassificação de acordo com a temperatura. Ou seja, a corrente que desarmaria o dispositivo de proteção varia de acordo com a temperatura ambiente em que ele está inserido. Devido a isso, sempre recomendamos a utilização de disjuntores do tipo caixa moldada, pois eles apresentam menor sensibilidade em relação à variação de temperatura do ambiente.

 

4. Dimensione corretamente o cabeamento CA conforme o manual do produto e, também, a norma ABNT NBR 5410. É preciso que os cabos atendam simultaneamente os critérios de seção mínima (mínimo de 2,5mm² para cabos CA), máxima queda de tensão e capacidade máxima de corrente. Lembrando que os cabos de neutro e terra também precisam de um dimensionamento correto e os critérios estão descritos na NBR 5410.

 

5. Utilize de forma correta os terminais nos cabos de acordo com as necessidades do sistema. Além disso, utilizar alicates de crimpagem adequados tornam a fixação dos terminais aos cabos mais segura e, consequentemente, levam a uma maior confiabilidade ao sistema. Como citado no último artigo do blog não se deve utilizar soldas na terminação de condutores, esse costume de muitos instaladores é errado e apresenta risco à instalação. Sempre importante, também, verificar se os cabos foram bem conectados aos bornes CA do inversor e disjuntor, uma dica é a utilização do torquímetro para aperto dos bornes.

 

6. Utilize torquímetro para aperto das conexões que dependem de torques específicos para que o dispositivo apresente melhor desempenho e maior segurança para o sistema e seus usuários. Por exemplo, sempre importante aplicar torques adequados em grampos intermediários e finais nos módulos fotovoltaicos para evitar que o vidro trinque. Outro exemplo, seria aplicar torques de acordo com o manual do fabricante nos MC4s do sistema para evitar má conexão e, consequentemente, pontos quentes que podem gerar foco de incêndio.

 

7. Sempre verifique se o aterramento do local está bem dimensionado e feito de forma correta. É importante que o inversor esteja aterrado tanto no circuito CA, quanto na carcaça do inversor. Inversores que não possuem um bom aterramento, apresentam falha de isolamento e, consequentemente, não funcionam de forma correta.

 

8. Defina a posição do inversor levando em consideração o posicionamento do Dispositivo Diferencial Residual (DR) geral da instalação existente. Nas imagens a seguir é possível notar que quando o inversor é posicionado junto às cargas, caso ocorra alguma fuga de corrente e o DR atuar, o inversor continuará injetando energia nas cargas, o que gera um risco de acidentes.

Para evitar que isso ocorra, o inversor deve ser posicionado a montante do DR geral. Dessa forma, quando o DR atuar, as cargas deixarão de ser alimentadas pelo inversor. Nas imagens abaixo é possível observar o comportamento do circuito com o inversor a montante do DR. Repare que no momento em que o DR atua o inversor passa a injetar energia somente no medido do padrão e não mais nas cargas, o que leva a uma maior segurança à instalação.

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10. Sempre que possível, insira os inversores na plataforma de monitoramento do fabricante. Isso ajuda na solução de problemas quando ocorrem falhas nos inversores e facilita a alteração de parâmetros quando necessário. Para isso, basta conectar o inversor ao um wifi disponível no local. Caso o local onde o inversor está instalado seja distante do roteador de internet, é possível utilizar repetidor de sinal, para que o sinal chegue ao inversor e seja possível realizar a configuração wifi.

Essas foram as 10 dicas de hoje! Finalizamos aqui as dicas de boas práticas para instalação de sistemas fotovoltaicos.

Se você gostou desse artigo, compartilhe com sua equipe e colegas de trabalho. Se você tem alguma sugestão, dúvida ou correção fique à vontade para nos contatar através do e-mail: suporte@fotusenergia.com.br.

Autores:

Antônio Drago – Graduando em Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Espirito Santo.

Artur K. Coelho – Engenheiro Eletricista e responsável pelo Suporte Técnico na Fotus Energia Solar.

Catarina M. C. Dagostini – Engenheira Eletricista e parte da equipe de Suporte Técnico na Fotus Energia Solar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]